História


A Irmandade de Nossa Senhora da Misericórdia foi criada, sem dúvida, nos inícios do séc. XVI, na Capela de S. Brás, nos claustros da Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira.

No início, a Misericórdia era administrada por 13 elementos, sendo o provedor escolhido entre as mais distintas pessoas: descendentes dos duques de Bragança, fidalgos da Casa de Sua Majestade, Cavaleiros do Hábito de Cristo e de Santiago, Priores da Colegiada, Arciprestes, Cónegos, etc.. Os outros 12 elementos – os “Irmãos da Governança” – eram divididos em irmãos de “1ª Condição”, escolhidos entre a nobreza, e de 2ª Condição”, escolhidos entre o povo. A estes últimos eram cometidas funções que se relacionavam com os mesteres que exerciam.

A 31 de Maio de 1588 lança-se a primeira pedra para a edificação da Igreja , casa do despacho e hospital, situados na antiga Rua da Sapateira, actual Rua da Rainha, para onde a Irmandade se mudou em 1606. Com um apoio régio constante, a Misericórdia de Guimarães vai requisitando e expropriando casas nessa rua para ampliação do Hospital, ao mesmo tempo que recebia apoios monetários da câmara e autorizações para pedir esmolas para apoio aos pobres, doentes, presos e desamparados.

Quando a peste atingiu a cidade ou as invasões francesas espalharam guerra pelo país, o Hospital da Misericórdia assumiu um papel vital no tratamento e acolhimento dos doentes.

A exiguidade das instalações e as novas exigências de salubridade forçaram a Misericórdia a encontrar um novo espaço para o funcionamento do seu Hospital, e em 1842 adquiriu o Convento de Santo António dos Capuchos. Na Casa do Despacho passaram a funcionar os serviços administrativos da Irmandade.

Ao longo dos anos, com o apoio dos beneméritos e irmãos, a Misericórdia de Guimarães foi assumindo na cidade uma importante posição de suporte social, com especial incidência nas questões de saúde publica. A centralização do serviço hospitalar foi um grande passo, sendo que o Hospital de Santo António dos Capuchos se tornou Hospital Distrital.

Nas últimas quatro décadas, os serviços prestados por esta Misericórdia tomaram outra direcção, mais virada para a assistência social de apoio a idosos e a pessoas com deficiência, tanto pelo trabalho que desenvolve na assistência domiciliária, como pela abertura e remodelação de lares, a saber: Lar Rainha D. Leonor, Centro de Solidariedade Humana Professor Emídio Guerreiro, Lar de S. Paio, Lar Residencial Alecrim, Recolhimento das Trinas e Casa de Repouso de Donim.